G 16 Meu jeep

 *História do meu JEEP Willys*

Durante a Segunda grande guerra (1939 até 1945) foram fabricados cerca de 640.000 jeeps nos Estados Unidos.
O exército americano precisava atualizar o meio de transporte rápido, que eram cavalos,  substituindo-os por máquinas, já que as metralhadoras tornavam os cavalos menos uteis. Foram feitos convites para 139  fabricantes automotivos, mas apenas dois se apresentaram.
Os fabricantes foram a Willys Overland Motors, de Toledo, Ohio, e a Ford (de William Ford) em outras instalações.
Os modelos da Willys foram denominados . Military Model A e B. Eram modelos de teste, muito similares.
Os da Ford foram denominados GPW. Sendo que o W significava terem sido feitos seguindo as especificações da Willys, pois o governo decidiu que a Willys não poderia produzir a quantidade de veículos que seriam necessários.
A sigla GP tem seu significado controverso. Uma linha diz que foi a contração das palavras "general purpose"; outras mencionam o desenho "popeye" como inspiração. Tendo "Eugene the jeep" como herói.
Como parte da compensação aliada pelo esforço de guerra, o Brasil recebeu vários equipamentos, entre eles muitos Jeep.
O que tenho foi um deles.
É um veículo referido como "flat fender", devido ao fato de ter paralama dianteiro reto, horizontal.
Ficou alocado no exército do Rio de Janeiro, como transporte de oficiais e foi desativado e leiloado numa data não determinada, por volta do ano 2000.
Foi inicialmente para Vitória, no Espírito Santo, onde teve o motor trocado para motor Chevrolet de 2 litros, 90 HP e comprado por um dentista que, precisando de dinheiro para outras atividades, colocou à venda.
E eu fui até lá, numa viagem aérea, e o comprei.
Contratei um serviço de transporte que o trouxe de caminhão até minha casa em Niterói.
Após pesquisar em grupos especializados, achei uma indicação de mecânico de Jeep na ilha do Governador (Zezinho Delatorre) para onde o levei dirigindo.
Após espera das peças dos fornecedores, ele instalou os freios a disco nas quatro rodas, nova tampa do capô do motor, refez a pintura militar, entre várias melhorias.
Não é um JEEP elegível para "placa preta", pois tem motor de Opala, colocado lá em Vitória.
Apesar do bom motor, é um veículo para baixas velocidades, pois a caixa de marcha e caixa de  transmissão são originais, americanas, com limites de velocidade mostrados numa placa no painel.
Apenas 3 marchas para frente (primeira não sincronizada) e uma de ré, bem como tração nas 4 rodas e reduzida.
Vai bem até cerca de 70 km/h.

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